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Volta às aulas

É hora de colocar as crianças nos trilhos, dizem especialistas

Rafael Targino
Em São Paulo
 
Às vésperas do reinício das aulas na escola, muitos pais se veem diante da seguinte questão: depois o filho acordar tarde, se alimentar em horários diferentes do usual e aproveitar as férias durante um mês, como fazer para a criança voltar à rotina? O UOL Educação ouviu médicos e psicólogos e eles foram unânimes: agora é a hora de fazer as coisas voltarem para os trilhos.
 
Final de férias é hora de retomar as rotinas para readaptação

Segundo a pediatra Ana Maria Escobar, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, os dias que antecedem a volta são ideais para fazer a criança ir para a cama mais cedo – e acordar mais cedo também. “Se ele está indo dormir meia-noite, faça-o dormir uma hora ou meia hora mais cedo. E a cada dois dias, até começarem as aulas, vá diminuindo de meia hora a uma hora”, diz.
 
Outra ideia que pode ajudar os pais aflitos é a reorganização da rotina alimentar da criança. “Acordou? Que tome café da manhã no horário normal. Se todo dia ele almoça às 13h, não deixe almoçar às 14h, 14h30”, diz Ana Maria.
 
A pediatra ainda sugere o esporte para aliviar a tensão pré-volta. “Com criança não tem remédio, não tem chazinho, não tem nada. Tem esporte. Ajuda a diminuir a tensão. Ficar em casa, no computador, conversando com os amigos sobre o horror que vai ser a volta [para a escola], não ajuda”, diz.
 
Segundo a psicanalista Sandra Francesca Conte de Almeida, professora da Universidade Católica de Brasília,  mais um caminho é a conversa entre pais e filhos. “Eles precisam mostrar que a volta é uma coisa positiva, necessária, prazerosa. O aluno vai reencontrar os colegas, os professores, um ambiente que já é conhecido”, diz.

Do lado de lá
As escolas também se preparam para receber os alunos –dando, inclusive, uma primeira semana “mais folgada” para os estudantes. E, sim, eles voltam um pouco mais “lentos”, segundo Renata Chaves, coordenadora de educação infantil e fundamental 1 de uma das unidades do colégio Pueri Domus, em São Paulo.

“É uma semana atípica. A escola precisa aquecer o aluno e colocá-lo no ritmo, mas de uma maneira gradual. Eles voltam sem tanta concentração, mais dispersos, sem ritmo mesmo até para copiar lousa”, diz.
 
Publicado no site www.uol.com.br/educacao, em 28/7/2010

30/7/2010

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